quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Monogamia: regra ou exceção?

A última postagem feita aqui ocorreu em 16 de maio de 2010 e, depois disso, oito meses de ausência, não proposital, mas circunstancial desde "blogueiro" improvisado. para esquentar novamente o "blog" vou indicar a leitura de um livro muito interessante que encontrei, já um pouco datado, pois a publicação original é de 2002 e a tradução é de 2007. Trata-se do livro intitulado "O mito da monogamia: fidelidade e infidelidade entre pessoas e animais" (The myth of monogamy) de David P. Barash e Judith Eve Lipton, Editora Record, preço de capa R$42,90. Ele é zoólogo de formação e professor de psicologia da Universidade de Washington em Seattle e ela é psiquiatra (sem referência ao local onde trabalha) especializada em questões femininas. Além das referências acadêmico-profissionais eles são casados e têm dois filhos, caso alguém suspeite de que eles escreveram o livro motivados por ideologias estranhas ao modo de pensar da sociedade ocidental.
Os autores argumentam que a monogamia não é um processo "natural", ao contrário do que as pessoas possam pensar e a opção por múltiplos parceiros é "natural". Eles não negam que haja possibilidade de haver uma união monógama, mas ressaltam a dificuldade de levar uma vida assim e apresentam argumentos baseados em pesquisas feitas com outros grupos de animais, não para justificar uma determinação absoluta da poligamia com base na evolução do comportamento, mas para demonstrar que em circunstâncias ambientais determinadas, a poligamia aparece independentemente nos diferentes grupos. Eles buscam, portanto, as bases biológicas do comportamento, como tem sido praxe na pesquisa em Ciências Biológicas desde Charles Darwin.
Para aqueles que acreditam no amor eterno e incondicional e que acreditam que a monogamia seja um comportamento inerente à espécie humana e mesmo à outras espécies (aves, por exemplo, o que os autores tratam de desmistificar), essa leitura é fundamental.

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